O grito de Megaron Txukarramãe contra Belo Monte
03 mai 2010 Deixe um comentário
em Direito & Justiça, Meio Ambiente
Comunicado
Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio xingu. Enquanto Luiz Inacio Lula da Silva insistir de construir a barragem de Belo Monte nós vamos continuar aqui. Nós ficamos com raiva de ouvir Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!! Agora Nos indios e o povo que votamos em Lula estamos sabendo quem essa pessoa. Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim, o que nós queremos é a não construção da barragem de Belo Monte. Aqui nós não temos armas para enfrentar a força, se Lula fizer isso ele quer acabar com nós como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito. Estamos diante de um Governo que cada dia que passa se demonstram contra nós indios. Lula tem demonstrado ser inmingo número um dos indios e Marcio Meira o atual Presidente da Funai tem demostrado a ser segunda pessoa no Brasil contra os indios, pois, a Funai não tem tratado mais assuntos indigenas, não demarcação de terra indigena mais, não tem fiscalização de terra indigena mais, não tem aviventação em terra indigena. Os nossos líderes indigenas são empedido de entrarem dentro do predio da funai em Brasilia pela força nacional. O que esta acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste pais estamos sendo esquecidos pelo Governo de Lula que quer a nossa destruição, é esta aconclusão que chegamos.
Lider indigena Megaron Txukarramãe
Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010
Carta para empressa
Governo Federal concede anistia política a Iris Rezende
03 mai 2010 2 Comentários
em Anápolis
| GISELLE VANESSA CARVALHO – Especial para o Jornal Opção – De 02 a 07 de maio de 2010
Quase 41 anos depois de se tornar um dos perseguidos políticos brasileiros, o ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB) foi anistiado na última terça-feira, 27, pelo Governo Federal. Durante a 36ª Caravana da Anistia, realizada na cidade de Anápolis, distante 55 quilômetros de Goiânia, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça decidiu por indenizá-lo em R$ 100 mil. O benefício foi justificado pelos prejuízos que a perda do mandato, em 17 de outubro de 1969, ocasionaram ao peemedebista durante o regime militar brasileiro. À época Iris era prefeito de Goiânia. Emocionado, o agora anistiado político, decidiu por doar os 300 salários mínimos para três entidades filantrópicas de Anápolis: Instituto Cristão Evangélico, Santa Casa de Misercórdia e Hospital Psiquiátrico. O valor será rateado em três partes iguais. No julgamento, Iris narrou aos membros da comissão as perseguições e injustiças sofridas durante o processo que culminou na destituição do cargo de chefe do executivo municipal e na consequente suspensão dos direitos políticos. Por causa da ditadura militar, o peemedebista foi condenado a se afastar da vida pública por dez anos. A decisão sobre a necessidade de indenização por causa da cassação dos direitos políticos de Iris foi unânime. “Venho em respeito a esse grupo de trabalho do Ministério da Justiça, dotado de muito sentimento cívico, que convoca a todos aqueles e aquelas que foram vítimas da ditadura, uns com prisões, outros com cassações, outros com aposentadorias compulsórias, para deixar revistas essas injustiças na história, para que futuras gerações não tenham entendimento diferente àqueles que num momento triste da política nacional foram vítimas dela”, afirmou. Durante o pronunciamento, o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, reiterou com veemência a necessidade do Estado se desculpar publicamente e resgatar as injustiças cometidas durante o período ditatorial. “É preciso que este ato sirva para que não haja mais o ceifamento da liberdade de pensamentos, para que não haja mais lesões à integridade física e psicológica, para que não haja mais um estado autoritário capaz de banir seus cidadãos do país. Nosso compromisso é com a verdade e com a Justiça”, argumentou, Paulo Abrão Apesar do pedido oficial de desculpas da Nação, Iris afirmou que já havia sido anistiado pela população de Goiás desde o momento que, por meio do voto, lhe devolveu o direito à vida pública. “Tentaram calar minha voz em 1969 quando tive meu mandato como prefeito de Goiânia cassado e meus direitos políticos suspensos por 10 anos. Mas segui minhas convicções e fui absolvido pelo povo de Goiás que tantos filhos perdeu para o regime ditatorial. Hoje recebo a demonstração cívica do sentimento de pátria. O povo não pode desaprender o exercício da cidadania”, acrescentou, emocionado, sobre as posteriores eleições para governador de Goiás, senador da República e prefeito de Goiânia. Iris também foi ministro da Agricultura e da Justiça. Com a decisão da Comissão, aos 75 anos, Iris torna-se o segundo ex-ministro da Justiça a receber as desculpas oficiais do Estado. O primeiro foi Abelardo de Araújo Jurema, em 1979. Além do caso de Iris Rezende, a Comissão analisou outros 68 processos na sede do Centro Universitário Uni-Evangélica. Entre os aprovados, está reparação econômica ao ex-governador Henrique Santillo, que morreu em 25 de junho de 2002. Os R$ 244 mil retroativos à remuneração do médico desde 2004 e uma pensão vitalícia de R$ 3,2 mil serão pagos à viúva de Henrique, Sônia Santillo. Henrique foi vereador e prefeito de Anápolis, deputado estadual, senador, governador de Goiás e ministro da Saúde. Entre as autoridades presentes na 36ª Caravana da Anistia, estavam os prefeitos de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e de Anapólis, Antônio Gomide (PT). Mais de 200 estudantes de Direito também estiveram presentes no auditório do UniEvangélica. Além de Goiânia e Anápolis, a comissão julgou processos de perseguidos políticos das cidades de Trombas de Goiás (Formoso) e Goianápolis. A Caravana também prestou homenagem à anapolinos anistiados como o ex-vereador Geraldo Tibúrcio, o jornalista Haroldo Duarte, o militante político Clóvis Bueno e os advogados Carlos Mendes e Maristela Duarte Mendes. |




