Centro Islâmico de Anápolis

Centro Islâmico de Anápolis, upload feito originalmente por @luizzmendes.

A cidade de Anápolis conta com uma expressiva comunidade árabe, que se dedica principalmente ao comércio. No plano religioso a comunidade se divide: parte freqüenta a Igreja Ortodoxa, também conhecida como Igreja Católica Apostólica Ortodoxa ou Igreja Ortodoxa Oriental e parte freqüenta o Centro Islâmico de Anápolis (foto).

O Islam no Brasil

Há hoje no Brasil um milhão de muçulmanos, sendo que as maiores comunidades se encontram nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu. Na sua maioria são descendentes de árabes como libaneses que é a maioria, sírios, palestinos, egípcios e outras nacionalidades, somando-se a eles muitos outros convertidos brasileiros.

A cada ano que passa aumenta  o número de brasileiros convertidos ao Islam e hoje já existem islâmicos fundados por brasileiros, onde são realizadas atividades tanto religiosa, como de divulgação do Islamismo para os brasileiros, com palestras em escolas, faculdades e universidades, distribuição de livros com temas da religião Islâmica e panfletos informativos. Em todo o país existem mais de 100 mesquitas e salas de oração, na capital paulistana a 5 mesquitas, incluindo a primeira mesquita edificada na América Latina – a Mesquita Brasil – a principal mesquita do Brasil, que começou a ser construída em 1929.

O Popular – 09 de julho de 2013 (terça-feira)

Em Nerópolis, também na região metropolitana de Goiânia, vive o casal Kamal Hamida e Fátima, empresários na cidade e responsáveis pela Mesquita de Anápolis, que reúne dezenas de adeptos da fé islâmica. Ele, 70 anos, é palestino e está há 48 anos no Brasil. Ela, 45, é brasileira, goiana de Caldas Novas, nasceu dentro de um lar católico, já viveu em grandes centros e trabalhou em grandes corporações. Todas as sextas-feiras, ao meio-dia, como estabelece a fé islâmica, Kamal recebe na mesquita os homens que professam a religião para o sermão semanal e orações. Nascida numa família católica, Fátima acredita que o Islã “é a maturidade da fé”. Para ela, “o Alcorão complementa o Torá (a lei de Moisés) e o Evangelho”. Por isso, segundo Fátima, “são três livros para serem lidos e refletidos”.

Jataí, no Sudoeste do Estado, é outro importante centro islâmico de Goiás. A cidade abriga uma mesquita que começou a funcionar em 1968 por iniciativa do comerciante Said Abdallah, que integrou a leva de imigrantes que chegou ao município entre os anos de 1960 e 1970. Estima-se que cerca de 200 muçulmanos frequentem a mesquita atualmente.

Durante o período sagrado do Ramadã, os islâmicos não apenas jejuam, mas também não podem ter relações sexuais, têm de evitar pensamentos e atitudes negativas, não podem fumar ou usar qualquer droga ilícita e, principalmente, devem praticar a caridade e a comunhão. “A pessoa tem de estar consciente, por isso a orientação é que o jejum seja feito a partir da puberdade, sendo dispensadas crianças ou adultos com problemas mentais”, explica Antonio Gueiros.

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