Caça comercial de baleias pode ser novamente liberada

A opinião pública está mobilizada para manter a proibição da caça comercial às baleias

Começa hoje e prossegue até o dia 25, em Agadir, no Marrocos, o 62º encontro anual da Comissão Baleeira Internacional que vai decidir a possibilidade de suspender parcialmente a proibição da caça comercial da baleia, que vigora desde 1986. Esta é a proposta já manifestada pelo presidente da CIB, o embaixador chileno Cristían Maquiera, que conta com o apoio do Japão, Noruega e Islândia, únicos países que ainda caçam esses grandes mamíferos.

Embora a caça comercial esteja proibida desde 1986, Japão, Noruega e Islândia continuam caçando as baleias, “para fins científicos”, contornando assim a proibição imposta pela Comissão Baleeira Internacional. No encontro deste ano será examinada a proposta de suspensão parcial da proibição, para permitir o retorno da caça comercial, por um período de 10 anos, de forma controlada. Esta proposta permitiria ao Japão caçar 400 baleias minke em águas do Oceano Antártico entre 2011 e 2015, e reduzir esse número para 200 entre 2015 e 2020.

Em 1986, para conter a matança das baleias, a CBI declarou uma moratória da caça por tempo indeterminado. Contudo, mais de 14 mil baleias foram mortas após este período, sendo o Japão responsável pela metade deste número. A indústria baleeira japonesa apresenta ao mundo o argumento de “caça científica” para a captura dos animais, dizendo que o objetivo é reunir informações sobre o tamanho e a estrutura das populações desses mamíferos. Já a Noruega não aceita a moratória e mantém a caça comercial de aproximadamente 500 baleias minke por ano e pretende ampliar sua cota comercial para 2 mil animais. A Islândia, outro país que prática a caça às baleias, retirou-se em 1992 da CBI.

Crueldade e extinção

A proposta de liberação parcial da caça comercial, sob o pretexto de estabelecer um controle da atividade, vem encontrando oposição de diversos países integrantes da CBI, entre eles os países da União Européia, liderados pelo Reino Unido. Em uma reunião prévia à de Agadir, os países latino-americanos da CBI concordaram em promover “a eliminação total da caça científica” de cetáceos, em uma declaração na qual afirmam que o plano que a CBI apresentou em abril, destinado a pôr um fim às disputas neste fórum entre países caçadores e conservacionistas, tem “desequilíbrios importantes”.

A opinião pública mundial também tem sido mobilizada para manter a proibição à caça, especialmente através da atuação de grandes organizações não-governamentais como WWF e Greenpeace que, no entanto, admitem que  a reunião de Agadir poderia terminar com um acordo.

Um trabalho importante vem sendo realizado pela entidade  Avaaz, que se dedica a um ativismo online, mobilizando milhões de pessoas para protestar, através da intenet, a favor temas relacionados com justiça global, temas  ambientais e outros.

Um abaixo assinado, com a expectativa de colher um milhão de assinaturas, está sendo organizada pela entidade. Pessoas do mundo todo estão se mobilizando contra essa nova proposta. Participe da ação “Pressão Final Para o Fim da Caça”, promovida pela Ong Avaaz. É simples e gratuito, entre no site www.avaaz.org e assine virtualmente a petição.  Entre os argumentos para manter a proibição está a possibilidade de extinção das baleias e a crueldade desta atividade. Clique aqui e veja neste vídeo como é feita a matança das baleias.

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