O Aleph

Por Luiz Carlos Mendes – No twitter: @luizzmendes

Sempre gostei dos livros do Paulo Coelho e lembro com alegria de vários: “O Diário de um  Mago”, “O Alquimista”, o “Manual do Guerreiro da Luz”. Leituras encantadoras. Parceiro de Raul Seixas, Paulo Coelho, chamado de “O Mago”, é um autor controverso, criticado, mas um grande escritor e que hoje está na Academia Brasileira de Letras. Os pedidos do mago, de se tornar um escritor conhecido em todo o mundo, foram atendidos.

Também gosto muito de livros e vendo-os na internet, em uma pequena livraria digital, hospedada na Estante Virtual (http://www.estantevirtual.com.br/acervo/oaleph), um sistema eletrônico de venda de livros, que disponibiliza o acervo de 1780 sebos e livreiros e conta hoje com uma oferta de mais de 17 milhões de livros. Vale a pena conhecer, pois neste sebo eletrônico você sempre encontra o livro que procura, por um preço acessível.

O nome da livraria que mantenho na Estante Virtual é exatamente “O Aleph” e por isso me chamou a atenção o novo livro de Paulo Coelho, que estou aguardando chegar dos Correios para iniciar a leitura (Em Anápolis ainda não temos uma livraria, é preciso comprar livros pelo Correio).

O Aleph, segundo a resenha da editora Sextante, marca a volta de Paulo Coelho às origens. Num relato pessoal, ele revela como uma grave crise de fé o levou a sair à procura de um caminho de renovação e crescimento espiritual. Para se reaproximar de Deus, o mago resolve começar tudo de novo: viajar, experimentar, se reconectar às pessoas e ao mundo. E assim, entre março e julho de 2006, guiado por sinais, visita três continentes – Europa, África e Ásia –, lançando-se em uma jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo.

Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento, se despindo do ego e do orgulho e se abrindo à amizade, ao amor, à fé e ao perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida. Da mesma maneira que o pastor Santiago em O alquimista, o escritor descobre que é preciso ir para longe a fim de compreender o que está perto. A peregrinação o faz se sentir vivo novamente, capaz de enxergar o mundo com olhos de criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos cotidianos.

Em um trecho do livro Paulo Coelho fala dessa sua busca pela paz:  “Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranqüilidade absoluta que penso ver nos sorrisos dos monges budistas. Mas a busca da paz tem seu preço, e me pergunto: até onde estou disposto a chegar?”

Mas, voltando à livraria. No meu caso a inspiração para o nome da livraria veio do título de um fantástico conto do bruxo argentino Jorge Luis Borges, para quem O Aleph é uma porta para o universo. Publicado em 1949, “O Aleph” é considerado pela crítica um dos pontos culminantes da ficção de Borges. Interessante lembrar que o bruxo argentino é um escritor que tem influenciado a muitos, inclusive ao Paulo Coelho. Pela segunda vez o Mago utiliza no título dos seus livros o mesmo título utilizado por Borges em seus contos. Primeiro foi “O Zahir” e agora “O Aleph”.

E, para concluir, lembro que o Aleph é uma letra misteriosa, com muitos significados. É a primeira letra de alfabetos antigos e sobre o seu sentido nos ensina o mestre Omraam Mikhaël Aïvanhov:

“Para quem sabe interpretá-las, as cartas do Tarot estão cheias de significados. Consideremos a primeira carta, o Mago, que corresponde à primeira letra do alfabeto hebraico, Aleph. Ela representa um homem sentado diante de uma mesa, com um braço erguido e o outro para baixo. É, pois, um homem que está a agir.

Mas, o que faz ele? Por intermédio do braço erguido, está em contacto com o Céu, e, por intermédio do braço que está para baixo, está em contacto com a terra, com os humanos. As forças do Céu que ele recebe atravessam-no e ele dá-as à terra.

Ele é a letra Aleph (a), que, esquematicamente, se assemelha a um homem com um braço estendido para o Céu e outro estendido para a terra.Mas ser Aleph é também saber pegar nas forças da terra e projectá-las para o Céu, ou seja, manifestar-se como um intermediário.

Foi o que Jesus expressou ao dizer: “Ninguém pode ir ao Pai senão através de mim”. Aleph é um símbolo do homem perfeito, porque, estando ligado ao Céu, ele trabalha para a terra, para toda a humanidade.”

Maktub!

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