A Caverna

Tenho vários livros do escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura (1988), mas esta é a primeira vez que leio um deles, de ponta a ponta. Trata-se do livro “A Caverna”, publicado no ano de 2000. Outros livros – Memorial do Convento (1982), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio sobre a Cegueira (1995), A Viagem do Elefante (2008), Caim (2009), etc. – não foram lidos assim, de ponta a ponta. Foram lidos em parte, o primeiro capítulo, a orelha, alguns apenas folheados…

Mas agora, participando deste maravilhoso grupo de leitura – Tertúlia Literária, que vem se reunindo desde 2015 (veja lá no Instagram: #tertulianos2015) –, a coisa mudou de figura. Com a coordenação da psicóloga Priscila Lima, do blog Littetatus, a leitura ficou mais consistente, mais séria, um verdadeiro estudo, aliás, como deve ser. Tudo isso sem, naturalmente, excluir o prazer da leitura. Agora os livros são lidos até o último capítulo, ficamos sabendo como é o final da história…

A reunião para comentar sobre a obra do escritor Saramago aconteceu neste sábado – 16/2 – na casa da Drª Marluce, médica e apaixonada pela literatura, e foi uma das melhores. Veja a avaliação da Rosana: “Realmente foi um encontro muito especial. Comentei com Pedro como foi boa a reunião em todos os sentidos. O carinho e cuidado dos anfitriões, o café delicioso, a estreia do Gentil com suas contribuições e humor refinado, as surpresas criativas do Luiz, as contribuições sensíveis da Tânia, as ideias e ensino da nossa inspiradora Priscila. Mas sentimos muito a falta dos demais”.

Sobre o livro: Saramago conta a história de Cipriano Algor, um oleiro de 64 anos, viúvo, que vê a sua profissão desaparecer, por força do progresso, do capitalismo, das inovações tecnológicas. Em resumo: Cipriano vê as peças de barro de produz – pratos, bilhas, cântaros – serem substituídos por outras, de plástico, mais baratas, mais duráveis. O romance tem como pano de fundo o mito da Caverna de Platão. “Que estranha cena descreves e que estranhos prisioneiros. São iguais a nós”. (PLATÃO, República, Livro VII).

Mas, tão bom quanto ler o livro, foi o mergulho para conhecer melhor o escritor José Saramago. Escritor tardio (começou a escrever depois dos 60 anos), ateu, comunista, dono de uma inteligência brilhante e de um humor refinado, Saramago é tão interessante quanto seus livros. Nessa jornada vimos também o documentário “José e Pilar”, que registra o dia a dia do escritor e o seu amor por Pilar, jornalista espanhola com quem casou e foi feliz.

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