Parque do Ipiranga

Clóvis Bueno, 107 anos, homenageado em Anápolis

Com a presença do Presidente da Fundação Dinarco Reis, Dinarco Reis Filho; do Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, da Secretária Política do PCB em Goiás, Marta Jane e de vários militantes do Partido no Estado, Clóvis Bueno, que fará 107 anos em novembro deste ano, recebeu, no dia 23/07/2014, a Medalha Dinarco Reis, em concorrida e emocionante cerimônia em Anápolis (GO), realizada no Colégio Galileu.

O ato contou com a presença da esposa, filhos, parentes, amigos e companheiros de Clóvis Bueno e intelectuais da cidade de Anápolis, que discorreram sobre as lutas populares e a presença dos comunistas na história da cidade e região. Usaram da palavra os representantes do PCB e da Fundação Dinarco Reis, um dirigente do PSOL, os filhos de Clóvis Bueno e camaradas contemporâneos de lutas do homenageado.

Dinarco Reis Filho resumiu a história ainda viva de Clóvis Bueno, no momento que antecedeu a entrega da Medalha que leva o nome de seu pai, Dinarco Reis, que foi um membro do Comitê Central do Partido que marcou sua militância pela coragem revolucionária e pelo espírito internacionalista. Assim foi resumida a vida do camarada Clóvis Bueno:

“Clóvis Bueno fará 107 anos em 2014, já que nasceu no dia 30 de novembro de 1907, na cidade da Maranguape, Estado do Ceará. Foi para o Rio de Janeiro onde se formou em agrimensura e por lá entrou no PCB (Partido Comunista Brasileiro). Teve contato com Luiz Carlos Prestes e conviveu mais de perto com Carlos Marighela. Participou do levante popular de 1935 que pretendia derrubar Getúlio Vargas do poder, movimento que ficou conhecido como Insurreição Comunista de 1935. Por conta disso, foi preso por três anos e depois resolveu ir para São Paulo, onde trabalhou em um escritório de advocacia. Com as perseguições ainda no Estado Novo (1937-1945), resolveu se interiorizar. Vai para Campinas, depois Triângulo Mineiro e por fim chega a Goiás no início da década quarenta. Em Corumbaíba conhece Abissínia e já são 61 anos de casamento, com três filhos, dois morando em São Paulo e um em Brasília. Tem apenas um neto, sobre isso os dois brincam dizendo que os filhos não foram muito produtivos. O primogênito recebeu o nome de Lenine, uma homenagem ao líder da Revolução Russa de 1917. Em 1945 migra para Pires do Rio, onde funda o PCB. Participou das lutas históricas do Partido como a Campanha do Petróleo em 1953, da resistência ao regime militar, entre as décadas de sessenta e oitenta e da campanha pela abertura política na década de oitenta. Após o fim do regime militar, Clóvis se reintegra ao PCB no ano de 1985. Ainda hoje participa das discussões políticas tanto na cidade, quanto no Brasil. Desde 1948 mora em Anápolis com Abissínia Bueno Monteiro, que, sempre com bom humor, lembra os fatos que também viveu com seu companheiro de vida.”

Fonte: http://pcb.org.br/

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Fraternidade Eclética Espiritualista Universal

Templo da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal, em Anápolis, fundada por Mestre Yokaanam, em 27 de março de 1946. É o primeiro Santuário Essênio do Brasil e das Américas e tem, entre os seus objetivos, o desenvolvimento intelectual e sobretudo, mental do homem, na sua mais alta destinação moral e espiritual.

Centro Islâmico de Anápolis

Centro Islâmico de Anápolis, upload feito originalmente por @luizzmendes.

A cidade de Anápolis conta com uma expressiva comunidade árabe, que se dedica principalmente ao comércio. No plano religioso a comunidade se divide: parte freqüenta a Igreja Ortodoxa, também conhecida como Igreja Católica Apostólica Ortodoxa ou Igreja Ortodoxa Oriental e parte freqüenta o Centro Islâmico de Anápolis (foto).

O Islam no Brasil

Há hoje no Brasil um milhão de muçulmanos, sendo que as maiores comunidades se encontram nas cidades de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu. Na sua maioria são descendentes de árabes como libaneses que é a maioria, sírios, palestinos, egípcios e outras nacionalidades, somando-se a eles muitos outros convertidos brasileiros.

A cada ano que passa aumenta  o número de brasileiros convertidos ao Islam e hoje já existem islâmicos fundados por brasileiros, onde são realizadas atividades tanto religiosa, como de divulgação do Islamismo para os brasileiros, com palestras em escolas, faculdades e universidades, distribuição de livros com temas da religião Islâmica e panfletos informativos. Em todo o país existem mais de 100 mesquitas e salas de oração, na capital paulistana a 5 mesquitas, incluindo a primeira mesquita edificada na América Latina – a Mesquita Brasil – a principal mesquita do Brasil, que começou a ser construída em 1929.

O Popular – 09 de julho de 2013 (terça-feira)

Em Nerópolis, também na região metropolitana de Goiânia, vive o casal Kamal Hamida e Fátima, empresários na cidade e responsáveis pela Mesquita de Anápolis, que reúne dezenas de adeptos da fé islâmica. Ele, 70 anos, é palestino e está há 48 anos no Brasil. Ela, 45, é brasileira, goiana de Caldas Novas, nasceu dentro de um lar católico, já viveu em grandes centros e trabalhou em grandes corporações. Todas as sextas-feiras, ao meio-dia, como estabelece a fé islâmica, Kamal recebe na mesquita os homens que professam a religião para o sermão semanal e orações. Nascida numa família católica, Fátima acredita que o Islã “é a maturidade da fé”. Para ela, “o Alcorão complementa o Torá (a lei de Moisés) e o Evangelho”. Por isso, segundo Fátima, “são três livros para serem lidos e refletidos”.

Jataí, no Sudoeste do Estado, é outro importante centro islâmico de Goiás. A cidade abriga uma mesquita que começou a funcionar em 1968 por iniciativa do comerciante Said Abdallah, que integrou a leva de imigrantes que chegou ao município entre os anos de 1960 e 1970. Estima-se que cerca de 200 muçulmanos frequentem a mesquita atualmente.

Durante o período sagrado do Ramadã, os islâmicos não apenas jejuam, mas também não podem ter relações sexuais, têm de evitar pensamentos e atitudes negativas, não podem fumar ou usar qualquer droga ilícita e, principalmente, devem praticar a caridade e a comunhão. “A pessoa tem de estar consciente, por isso a orientação é que o jejum seja feito a partir da puberdade, sendo dispensadas crianças ou adultos com problemas mentais”, explica Antonio Gueiros.