Memórias da ditadura – A maior referência na web sobre a ditadura militar no Brasil

Conforme relata o LE MONDE DIPLOMATIC BRASIL, o portal “Memórias da ditadura” do Instituto Vladimir Herzog, realizado em parceria com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e o Pnud, com a participação do jornalista André Deak, é sem dúvida o trabalho mais extenso que existe on-line sobre o período entre 1964 e 1985. Destaque para o mapa em que se podem ver ou deixar depoimentos de suas memórias sobre o período, já com histórias incríveis e emocionantes. http://memoriasdaditadura.org.br.

Fonte: Memórias da ditadura – A maior referência na web sobre a ditadura militar no Brasil

Clóvis Bueno, 107 anos, homenageado em Anápolis

Com a presença do Presidente da Fundação Dinarco Reis, Dinarco Reis Filho; do Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, da Secretária Política do PCB em Goiás, Marta Jane e de vários militantes do Partido no Estado, Clóvis Bueno, que fará 107 anos em novembro deste ano, recebeu, no dia 23/07/2014, a Medalha Dinarco Reis, em concorrida e emocionante cerimônia em Anápolis (GO), realizada no Colégio Galileu.

O ato contou com a presença da esposa, filhos, parentes, amigos e companheiros de Clóvis Bueno e intelectuais da cidade de Anápolis, que discorreram sobre as lutas populares e a presença dos comunistas na história da cidade e região. Usaram da palavra os representantes do PCB e da Fundação Dinarco Reis, um dirigente do PSOL, os filhos de Clóvis Bueno e camaradas contemporâneos de lutas do homenageado.

Dinarco Reis Filho resumiu a história ainda viva de Clóvis Bueno, no momento que antecedeu a entrega da Medalha que leva o nome de seu pai, Dinarco Reis, que foi um membro do Comitê Central do Partido que marcou sua militância pela coragem revolucionária e pelo espírito internacionalista. Assim foi resumida a vida do camarada Clóvis Bueno:

“Clóvis Bueno fará 107 anos em 2014, já que nasceu no dia 30 de novembro de 1907, na cidade da Maranguape, Estado do Ceará. Foi para o Rio de Janeiro onde se formou em agrimensura e por lá entrou no PCB (Partido Comunista Brasileiro). Teve contato com Luiz Carlos Prestes e conviveu mais de perto com Carlos Marighela. Participou do levante popular de 1935 que pretendia derrubar Getúlio Vargas do poder, movimento que ficou conhecido como Insurreição Comunista de 1935. Por conta disso, foi preso por três anos e depois resolveu ir para São Paulo, onde trabalhou em um escritório de advocacia. Com as perseguições ainda no Estado Novo (1937-1945), resolveu se interiorizar. Vai para Campinas, depois Triângulo Mineiro e por fim chega a Goiás no início da década quarenta. Em Corumbaíba conhece Abissínia e já são 61 anos de casamento, com três filhos, dois morando em São Paulo e um em Brasília. Tem apenas um neto, sobre isso os dois brincam dizendo que os filhos não foram muito produtivos. O primogênito recebeu o nome de Lenine, uma homenagem ao líder da Revolução Russa de 1917. Em 1945 migra para Pires do Rio, onde funda o PCB. Participou das lutas históricas do Partido como a Campanha do Petróleo em 1953, da resistência ao regime militar, entre as décadas de sessenta e oitenta e da campanha pela abertura política na década de oitenta. Após o fim do regime militar, Clóvis se reintegra ao PCB no ano de 1985. Ainda hoje participa das discussões políticas tanto na cidade, quanto no Brasil. Desde 1948 mora em Anápolis com Abissínia Bueno Monteiro, que, sempre com bom humor, lembra os fatos que também viveu com seu companheiro de vida.”

Fonte: http://pcb.org.br/

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A CPFM e a saúde pública no Brasil

O Brasil, como qualquer outro país, tem dois caminhos para cuidar da saúde da população. De um lado pode seguir o modelo americano, fundamentado nos planos de saúde. Nos EUA, mesmo com a reforma realizada por Obama, o acesso à médicos e hospitais só acontece através de planos de saúde. É o capitalismo na medicina, na sua forma mais pura. Um outro modelo é aquele adotado na França, em que o Estado, através de uma rede pública de saúde, oferece os serviços de saúde a todos, inclusive estrangeiros.  Estes sistemas não são excludentes e o Brasil adota os dois: temos hospitais públicos, que atendem a população mais pobre, e os planos de saúde, financiados pelos brasileiros endinheirados.

Entendo que o Brasil deve continuar buscando a meta de universalizar os serviços de saúde, assegurando a todos os serviços públicos, que hoje atendem 80% da população, através do SUS. Para isso é importante investir cada vez mais no setor de saúde – uma prioridade apontada por políticos e eleitores. Daí a importância da CPMF, que vai trazer recursos para o setor, a despeito dos protestos da classe média e alta, que prefere uma vida privada, com planos de saúde, escolas particulares e condomínios privados. Mas o que precisamos é de um Brasil com serviços públicos para todos, não só na saúde, mas na educação, na Previdência Social e na segurança pública. E isso só é possível com a arrecadação de impostos, com a participação de todos.

Ainda com relação ao CPMF vale lembrar que é considerado um tributo justo, cobrado dos que têm mais dinheiro e destinado aos que têm menos. Além disso vai atender – em parte – a crônica falta de recursos para o setor de saúde, já que o Brasil é um país que, comparativamente, investe pouco neste setor.

O  médico Gilson Carvalho, consultor do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em entrevista ao Estadão, compara o gasto per capita com saúde no Brasil e noutros países, e constata que é preciso que é preciso aumentá-lo. Em dados de 2006, o Brasil gasta US$ 367 per capita por ano com saúde; Colômbia, US$ 534; Argentina, US$ 758; Portugal, US$ 1.494; Inglaterra, US$ 2.434; França, US$ 2.833; Estados Unidos, US$ 3.074. Em 2009, o gasto brasileiro subiu para US$ 442.

 

Brasil é Estado laico, diz Lula sobre fala do papa

Um dia após o papa Bento XVI pedir aos bispos brasileiros para condenar o aborto e orientar os fiéis em matéria política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em tom crítico, que a Igreja Católica fala a mesma coisa há 2 mil anos.

“Ô gente, não vi nenhuma novidade na declaração do papa, isso é um comportamento da Igreja Católica desde que ela existe”, afirmou. “Se for ver o que a Igreja falava há 2 mil anos, ela falava exatamente o que o papa falou.”

Após visitar o Salão Internacional do Automóvel, no Anhembi, em São Paulo, Lula minimizou uma possível influência do discurso de Bento XVI nas eleições. “Isso pode ser falado a qualquer momento. Pode ser falado hoje, amanhã, depois de amanhã”, disse. “Toda vez que você perguntar a um papa sobre a questão do aborto, ele vai dizer exatamente o que disse o papa antes de ontem.”

O presidente também soltou farpas contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na entrevista, Lula disse que a entidade pode se manifestar, mas observou que o Estado é laico. “Olha, eu não acho que ninguém vai além, cada um vai de acordo com a sua consciência”, disse. “Este País é democrático e laico, portanto, as pessoas se manifestam do jeito que quiserem. A liberdade é boa por isso, é porque a gente se manifesta, ganha ou perde, pode pagar um preço pelos erros que cometeu.” Desde que assumiu o governo em 2003, Lula manteve uma relação conflituosa com a CNBB.

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101030/not_imp632065,0.php

O que é Estado Laico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa[1]. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado.

Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado.

Esta corrente surge a partir dos abusos que foram cometidos pela intromissão de correntes religiosas na política das nações e nas Universidades pós-medievais. A afirmação de Max Weber de que “Deus é um tipo ideal criado pelo próprio homem”, demonstra a ânsia por deixar de lado a forte influência religiosa percebida na Idade Média, em busca do fortalecimento de um Estado laico. O laicismo teve seu auge no fim do século XIX e no início do século XX.

A palavra laico é um adjetivo que significa uma atitude crítica e separadora da interferência da religião organizada na vida pública das sociedades contemporâneas. Politicamente podemos dividir os países em duas categorias, os laicos e não laicos, em que nos países politicamente laicos a religião não interfere directamente na política, como é o caso dos países ocidentais em geral. Países não laicos são teocráticos, e a religião tem papel ativo na política e até mesmo constituição, como é o caso do Irão e do Vaticano, entre outros.

Esta visão política está relacionada à laicidade e laicismo e ao secularismo.

 

PSDB abandona o candidato José Serra

PSDB em Anápolis, upload feito originalmente por @luizzmendes.

O comitê do PSDB em Anápolis não traz a foto do candidato a presidente, José Serra. É o fenômeno da cristianização do candidato, ou seja, ou abandono depois do lançamento da campanha. Isto já ocorreu em outras campanhas eleitorais no Brasil e o exemplo que deu origem ao folclore político foi o abandono do candidato Cristiano Machado, do PSD, nas eleições presidenciais de 1950. O partido abandondou sua candidatura em favor de Getúlio Vargas, que venceu as eleições.

Imagens da Caravana da Anistia em Anápolis

Dep Rubens Otoni_36 Caravana da Anistia , upload feito originalmente por @luizzmendes.

O deputado federal Rubens Otoni participou da Caravana da Anistia, realizada em Anápolis, no dia 27/03/2010.